
A ONU – Organização das Nações Unidas – foi criada em 1945, após a segunda guerra mundial, com o objetivo de prover meios para a manutenção da paz entre as nações, assim como, mecanismos de ajuda humanitária. Talvez, pela primeira vez na história, era criado um órgão internacional que pudesse contribuir para um convívio harmonioso e equilíbrio entre as nações do mundo.
Infelizmente, fatos das últimas décadas vêm mostrar que a ONU pode até servir como órgão para fins humanitários de caráter assistencialista pelo mundo afora, porém, não como mecanismo de mediação de conflitos e manutenção da paz. A atuação da ONU nessa área é patética e beira o absurdo. Vai de encontro a qualquer lógica e bom senso. Como se não bastasse a sua parcialidade evidente, suas resoluções simplesmente não são cumpridas.
A força do unilateralismo do mundo atual eleva o papel da ONU para última instância de esperança de um mundo marcado pela brutalidade da opressão, onde nações detentoras de poder se julgam no direito da agressão, com justificativas só não mais inaceitáveis que a agressão em si. A atuação da ONU, que deveria ser solução para a opressão desmedida, é pura frustração.
Israel sistematicamente, e com muita competência, aniquilou uma nação, que a custa de apreciável esforço, conseguiu se erguer de terra-arrasada para terra de paz e prosperidade. A ONU assiste a tudo impotente e inerte. Nada a fazer senão lamentar a morte de seus emissários. Coincidentemente, ou não, o recado para que a ONU saisse do Líbano, foi bem parecido com o recado para que saísse do Iraque. Em ambos os casos, escrito com o sangue de seus enviaodos, verdadiros guerreiros da paz.
Poderia aqui enumerar várias e várias resoluções da ONU não cumpridas por Israel, referentes à Palestina, ao Líbano e a Síria. Nenhuma punição. Assim como, inúmeros massacres ocorridos pelo mundo, onde o único resultado é sempre a indignação inócua de alguns setores da sociedade. São muitos. O massacre de Sabra e Shatila, no território libanês, teve sua crueldade na execução de crianças e mulheres. Ariel Sharon, ex-premier israelense, era o comandante. Já em Ruanda, a crueldade mostrou seu rosto em números alarmantes, trinta mil mortos em poucas horas. Sem motivo contundente, ou melhor, sob muita mentira, os Estados Unidos invadiram Iraque sem aprovação da ONU. O Iraque hoje, entregue ao caos urbano, beira a guerra civil.
A conclusão de tudo isso, é algo que falei nesse blog: “Se queres paz, prepara-te para guerra”. A única garantia de uma nação não ser covardemente atacada, quando ruínas são cemitérios de crianças, é estar preparada para uma reação à altura da agressão covarde. Salve o Iran, que no vácuo da inoperância da ONU, toma iniciativa corajosa e ousada ao buscar meios de defender sua integridade territorial e a vida de seus habitantes da constante ameaça imposta pelas nações guerreiras.