Beatles Forever
Experimentar o novo é sempre muito interessante. Ouvir algo inédito, experimentar novos sabores, trilhar caminhos nunca trilhados, contemplar cenas nunca vistas, tudo isso é quase sempre surpreendente. Nesse sentido, gosto de explorar o maravilhoso mundo da música na busca do novo (do novo autêntico, não do “novo” que apenas se repete). Descobrir uma nova batida, uma nova mistura de som, um novo ritmo, é uma experiência e tanto. Lembro de quando ouvi do Chico Science o som do seu Mangue Beat, em um longínquo Abril pro Rock em Recife. Via ali algo verdadeiramente novo, autêntico e original. No entanto, não apenas um novo som pode surpreender. Velhas músicas e composições também têm o encanto de novas descobertas, e é sempre muito oportuno revisitá-las.Resolvi recentemente rever alguma coisa da discografia dos Beatles, e quando a gente pensa que ali não encontrará mais novidade alguma, é pego de surpresa por uma música muito atual e de extrema qualidade.
Um dia alguém disse: “algumas bandas mudaram a música, os Beatles mudaram o mundo”. Sim, os Beatles mudaram o mundo e ainda influenciam a música. A música dos Beatles é atemporal. E mais do que isso, parece ficar melhor com o tempo. O romantismo de The long and winding road, o politicamente correto de All you need is love, o toque psicodélico de Lucy in the sky with diamonds, a batida forte de Helter Skelter, a guitarra em while My Guitar Gently Weeps... Tudo isso é muito atual (para ser benevolente com as atualidades musicais)
Fica aqui uma sugestão. Antes de cegamente extasiar-se com novidades de ocasião ou invencionices baratas, sacuda a poeira da discografia dos Beatles, assim como de muitas e muitas outras esquecidas, e constate que quase sempre ainda há algo de muito bom para ser descoberto, ou redescoberto.

