Opiniões, idéias, pensamentos e coisa e tal...

sábado, novembro 25, 2006

Beatles Forever

Experimentar o novo é sempre muito interessante. Ouvir algo inédito, experimentar novos sabores, trilhar caminhos nunca trilhados, contemplar cenas nunca vistas, tudo isso é quase sempre surpreendente. Nesse sentido, gosto de explorar o maravilhoso mundo da música na busca do novo (do novo autêntico, não do “novo” que apenas se repete). Descobrir uma nova batida, uma nova mistura de som, um novo ritmo, é uma experiência e tanto. Lembro de quando ouvi do Chico Science o som do seu Mangue Beat, em um longínquo Abril pro Rock em Recife. Via ali algo verdadeiramente novo, autêntico e original. No entanto, não apenas um novo som pode surpreender. Velhas músicas e composições também têm o encanto de novas descobertas, e é sempre muito oportuno revisitá-las.

Resolvi recentemente rever alguma coisa da discografia dos Beatles, e quando a gente pensa que ali não encontrará mais novidade alguma, é pego de surpresa por uma música muito atual e de extrema qualidade.

Um dia alguém disse: “algumas bandas mudaram a música, os Beatles mudaram o mundo”. Sim, os Beatles mudaram o mundo e ainda influenciam a música. A música dos Beatles é atemporal. E mais do que isso, parece ficar melhor com o tempo. O romantismo de The long and winding road, o politicamente correto de All you need is love, o toque psicodélico de Lucy in the sky with diamonds, a batida forte de Helter Skelter, a guitarra em while My Guitar Gently Weeps... Tudo isso é muito atual (para ser benevolente com as atualidades musicais)

Fica aqui uma sugestão. Antes de cegamente extasiar-se com novidades de ocasião ou invencionices baratas, sacuda a poeira da discografia dos Beatles, assim como de muitas e muitas outras esquecidas, e constate que quase sempre ainda há algo de muito bom para ser descoberto, ou redescoberto.

domingo, novembro 05, 2006

Passadas as eleições, saio da moita

Já faz algum tempo que não escrevo aqui. Devido ao período eleitoral, achava sempre que teria que escrever sobre política. Apesar de achar que havia coisas interessantes a discorrer sobre o assunto, resolvi ficar na “moita” (pelo menos aqui no meu blog) temeroso do fervor da defesa de minhas convicções, não ser entendido e, por conseguinte, ter o repúdio daqueles que apreciam o que escrevo.

É totalmente justificável evitar o embate quando a pauta é a política. É um tanto difícil não se render a interesses pessoais, paixões, etc. e tal. Ou então, romper o limite da paciência e engalfinhar-se em uma discussão inócua com quem não tem a informação como embasamento. Enfim, motivos não faltam para se ter a “moita” como melhor local nessas ocasiões.

Passadas as eleições, espero, e muito, que o Brasil tome um rumo íngreme de crescimento (como já falado aqui), que diminua esse enorme fosso entre pobres e ricos, muito embora não seja o desejo de muitos, que seja continuado o processo de maturidade política, que priorizem a educação de qualidade, e que um dia tenhamos orgulho de um Brasil grande. E mais orgulho ainda de um Brasil justo, e para todos.